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CASOS DE ROUBOS A BANCOS REGISTRAM MENOR ÍNDICE EM 6 ANOS

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As políticas de prevenção e redução de crimes, uma das prioridades do Governo Federal, alcançaram excelente patamar: os roubos a instituições financeiras em todo o país reduziram em 70%, com relação ao ano de 2015, início da série histórica de compilação de dados. “Isso é resultado do forte investimento de pessoal e financeiro do governo brasileiro e da integração das forças de segurança em todos os estados para combater esse tipo de ação”, comemora o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres.

No ano passado, 388 instituições financeiras foram assaltadas no país. Em 2015, o número foi de 1.271, segundo levantamento do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça. Ele reúne dados estatísticos fornecidos pelas unidades da Federação.

Os dados de roubo a instituições financeiras incluem as ações praticadas por quadrilhas que cercam cidades para promover grandes assaltos – o conhecido “Novo Cangaço”. E a redução pode ser maior nos próximos anos, caso seja aprovado pelo Congresso Nacional Projeto de Lei elaborado pelo MJSP que aumenta as penas mínimas de 3 para 6 anos e a máxima de 8 para 20 anos de quem comete esse tipo de crime. “Conto com o apoio do Parlamento para aprovação. Como representantes do Estado, não podemos permitir que a população seja aterrorizada”, ressalta Anderson Torres.

Combate

Ações coordenadas pelo MJSP, como o Sistema Nacional de Análise Balística (Sinab), podem auxiliar a desvendar crimes como o que ocorreu em Guarapuava (PR) em meados de abril, quando bandidos armados invadiram a cidade e fizeram moradores reféns ao tentar assaltar uma empresa de transporte de valores.

As munições disparadas pelos criminosos na ação, por exemplo, foram coletadas e estão sendo analisadas e incluídas no Sinab, que fornece dados para auxiliar investigações no intuito de aumentar a taxa de resolução de crimes com uso de arma de fogo. “As informações são cruzadas para tentar descobrir se é o mesmo armamento utilizado em outras ocorrências, por exemplo. Isso pode ajudar as polícias a desvendar se os crimes foram praticados por uma mesma quadrilha”, explica Lehi Sudy dos Santos, coordenador do Comitê Gestor do Sinab.

O Paraná é um dos cinco estados, além da própria Polícia Federal, que já receberam os primeiros equipamentos e aderiram ao sistema. “O investimento em tecnologia é considerado essencial para o MJSP. O Sinab, por exemplo, pode auxiliar as polícias a desvendar com mais rapidez e precisão crimes como o de Guarapuava, garantindo melhores condições de realizar a repressão qualificada no enfrentamento deste tipo de crime”, avaliou o secretário Nacional de Segurança Pública, Renato Paim.