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BOLSONARO: ACORDO COM RÚSSIA SOBRE DIESEL ESTÁ PERTO

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O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a afirmar nesta quarta-feira (27) que está em negociações avançadas com a Rússia e outros países pelo fornecimento de diesel ao Brasil.

“Estamos negociando agora, está bastante avançado com a Rússia, entre outros países, o fornecimento de diesel para o Brasil”, afirmou o presidente no momento em que falava sobre a alta dos combustíveis a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada.

O presidente já havia falado dessa possibilidade no final de junho, depois de uma conversa por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin, e voltou ao tema em 11 de julho, quando disse que o acordo com os russos estava “quase certo”.

“Somos autossuficientes em petróleo, mas não para destilar. Duas refinarias no Nordeste e uma no Sudeste começaram a ser feitas, se enterrou R$ 90 bilhões e não fez nada, por isso somos obrigados a importar. E daí também ajuda, de forma indireta, no preço do combustível”, complementou o presidente hoje pela manhã.

A Rússia está sob sanções internacionais desde a invasão à Ucrânia, especialmente dos Estados Unidos e da União Europeia – o bloco costumava ser o principal consumidor de gás e petróleo do país, mas cortou boa parte das compras.

Ao contrário dos europeus e norte-americanos, e mesmo com a pressão desses países, o governo brasileiro continua negociando com os russos. Bolsonaro já acertou, também, a garantia de fornecimento de fertilizantes vindo da Rússia.

Preço do diesel no Brasil

Se a gasolina registrou uma queda de 20,3% em pouco mais de um mês, o diesel não acompanhou a redução, caindo 1,72% no mesmo período.

Segundo o último boletim divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do combustível é de R$ 7,44.

Mas o governo federal projeta uma diminuição para o diesel como consequência do decreto que adia o cumprimento de metas ambientais pelas distribuidoras de combustíveis, publicado na última sexta-feira (22).

As empresas terão até março de 2023, não mais até o fim deste ano, para a comprovação dos Créditos de Descarbonização (CBIOs), obrigatórios para compensação da emissão de gases do efeito estufa.

Bolsonaro iniciou uma série de ações para conter o aumento dos combustíveis: mudou a presidência da Petrobras e também sancionou um projeto que limita a alíquota do ICMS sobre os combustíveis.

A lei do ICMS teve efeito imediato sobre a gasolina, que chegou a R$ 5,89 na última semana, patamar que não era atingido desde agosto do ano passado. No entanto, como a alíquota do diesel, na maioria dos estados, já era abaixo do limite, a mudança não trouxe efeitos significativos para o combustível.

Agora, além da mudança dos CBIOs, o governo tem falado em importar diesel mais barato da Rússia.